Bebês prematuros precisam de acompanhamento oftalmológico frequente

18 de junho de 2018
bebês prematuros

Uma gravidez a termo dura em média 40 semanas (280 dias). Qualquer bebê que nasce entre as semanas 37 e 41 pode ser considerado de termo. Quando o bebê nasce antes desse período é considerado prematuro.

Bebês que nascem antes do tempo ideal estão mais susceptíveis a infecções, alterações neurológicas e alterações visuais. Os bebês prematuros, além de outras especialidades médicas, devem receber atenção especial do oftalmopediatra, pois problemas como estrabismo, erros refrativos (miopia, astigmatismo, hipermetropia), anisometropias e alterações retinianas são mais frequentes neste grupo.

A retinopatia da prematuridade (ROP) é uma doença que ocorre nos vasos da retina, que não estão completamente desenvolvidos em bebês prematuros. O risco está presente principalmente em recém-nascidos com menos de 32 semanas de gestação e peso ao nascimento menor que 1500g.

O uso indiscriminado de oxigênio é um dos principais fatores de risco para desenvolvimento de ROP. Todos os bebês com essas características devem passar por um exame oftalmológico com dilatação ocular entre a quarta e sexta semana de vida. Neste exame, o oftalmopediatra monitora o desenvolvimento da circulação retiniana. Os exames subsequentes vão depender dos achados do exame inicial.

São fatores de risco para a Retinopatia da Prematuridade

  • Bebês prematuros que nascem pesando menos que 1.500 gramas;
  • Bebês nascidos antes de 32 semanas de gestação;
  • Crianças que necessitam de oxigenioterapia;
  • Bebês que desenvolvem infecções generalizadas (sepse).

Nessa fase o que ocorre é um crescimento desorganizado dos vasos que suprem a retina do prematuro, pois quando o bebê nasce, esses vasos ainda não estão completamente formados. 

Felizmente na maioria das vezes os vasos acabam se desenvolvendo normalmente, sem maiores sequelas. No entanto, em alguns casos, esse desenvolvimento anormal dependendo do estágio e se não diagnosticado a tempo para tratamento adequado pode levar à cegueira.

As opções de tratamento hoje disponíveis dependem do estágio em que se encontra a doença. Nos estágios iniciais, apenas observamos e acompanhamos o desenvolvimento adequado dos vasos. Em estágios mais avançados, pode ser necessário laser ou injeções intraoculares de drogas que controlam o fator de crescimento vascular. Os casos mais graves, que apresentam descolamento de retina, necessitam de tratamento cirúrgico e possuem um prognóstico visual ruim.

Em geral, as crianças que necessitam de tratamento da retinopatia da prematuridade apresentam maior risco de desenvolver erros refracionais (especialmente alta miopia) e estrabismo, devendo ser acompanhadas rotineiramente pelo oftalmopediatra para detectar e corrigir precocemente qualquer alteração.

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Possui Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência médica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

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