Quais são os tipos de Daltonismo?

26 de julho de 2018
daltonismo

Aqui no Portal da Visão já falamos sobre o Daltonismo, uma deficiência na visão de cores que afeta cerca de 5% da população mundial e é muito mais frequente no sexo masculino. Neste post, você irá conhecer um pouco mais sobre essa condição genética, quais os tipos e como é feito o diagnóstico.

O que é Daltonismo?

A nossa retina tem uma constituição muito complexa e é uma parte vital para a nossa capacidade visual. A sua principal função é receber e transmitir imagens para o cérebro e, para isso, conta com dois tipos diferentes de células que interpretam a luz e nos permitem enxergar: bastonetes e cones.

Os bastonetes são os mais numerosos entre as duas células (denominadas fotorreceptoras) e funcionam mesmo com pouca luz (conseguem detectar um único fóton), criando imagens em preto e branco no escuro. Mas, quando há bastante luz (por exemplo, a luz do dia ou luz artificial numa sala), são os cones que entram em ação e nos dão a capacidade de enxergar cores e detalhes de objetos. Nós possuímos três tipos de cones, que nos permitem ver cores que variam do vermelho ao violeta. As informações recebidas pelos bastonetes e cones são transmitidas, eles interpretam as mensagens e enviam essas informações para o cérebro pelo nervo óptico.

O daltonismo ocorre quando um ou mais cones apresentam defeito, causado por um gene defeituoso no cromossomo X. Como os homens têm apenas um cromossomo X, eles são muito mais propensos do que as mulheres a ter daltonismo. Para os homens, as chances de ser daltônico são de 1 em 12, enquanto para as mulheres a chance é de 1 em 200.

Tipos de Daltonismo

Como mencionado acima, os seres humanos têm três tipos de cones: cones que percebem a luz vermelha, cones que percebem a luz verde e cones que percebem a luz azul. Um ou mais desses cones podem ter um defeito, levando a uma percepção alterada de uma ou mais cores, originando o daltonismo. Confira abaixo os tipo de daltonismo.

Protanopia: Portadores de protanopia não têm cones vermelhos em funcionamento. Para esses indivíduos, o vermelho aparece como preto. Tons específicos de laranja, amarelo e verde aparecem como amarelos. A protanopia também está ligada ao cromossomo X e afeta aproximadamente 1% dos homens.

Deuteranopia: Indivíduos com deuteranopia não possuem fotorreceptores de cone verde. Eles tendem a perceber tons de vermelho como uma mistura marrom-amarelada e verdes como bege. Deuteranopia afeta cerca de 1% dos homens.

Tritanopia: Rara, a tritanopia acontece quando os cones azuis são os que não funcionam corretamente. Isso resulta em uma paisagem visual de cores rosas claro e marrons. Mais rara do que a tritanopia é a monocromacia ou daltonismo completo. Pessoas com visão monocromática só podem ver em tons de cinza e tendem a ser extremamente sensíveis à luz.

Diagnóstico

O tipo de daltonismo mais comum (vermelho-verde) pode ser diagnosticado com um simples teste de cores. Este teste pode ser realizado a partir dos 3-4 anos de idade, quando a criança já identifica e diferencia as cores. Os oftalmologistas frequentemente verificam se as crianças são daltônicas, como parte de um exame de visão de rotina. Porém, existem vários testes diferentes para verificar a daltonismo.

Teste de cores Ishihara: Este é o teste mais comum. A pessoa recebe placas ou páginas. Cada página terá um círculo criado por pontos compostos de duas ou mais cores. O oftalmologista irá perguntar o número que está no círculo. As pessoas com daltonismo vermelho-verde terão dificuldade em ver alguns dos números.
Teste de cores de Cambridge: Este teste é semelhante ao teste de cores Ishihara, mas é exibido na tela do computador. O indivíduo deve escolher a letra “C” de diferentes cores.
Anomaloscópio de Nagel: Através de um aparelho especial, a pessoa deve girar um botão para combinar duas fontes de luz diferentes em brilho e cor.
Farnsworth-Munsel: Este exame testa a sua capacidade de determinar mudanças sutis na cor. Nele, o indivíduo deve alinhar blocos ou pinos que são aproximadamente da mesma cor em ordem de matiz.
Lãs de Holmgreen: é um dos mais simples, onde a pessoa deve separar fios de lã em várias tonalidades.

Não há tratamento para o daltonismo e essa condição geralmente não causa nenhuma incapacidade significativa. Em casos de dificuldade para distinguir cores, é importante consultar um oftalmologista para confirmar o diagnóstico e determinar o grau de comprometimento da visão de cores.

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