Diplopia ou visão dupla

20 de agosto de 2018
Diplopia ou visão dupla

A diplopia, popularmente conhecida como visão dupla, é um sintoma que em geral está associado a outras condições de saúde, como alterações neurológicas ou oculares.

Quem manifesta visão dupla pode apresentar até mesmo incapacidade de realizar as tarefas diárias, como andar, ler, trabalhar, etc.

Mas, o que causa a visão dupla?

Muitos casos de diplopia podem ser decorrentes de alterações neurológicas, como a paralisia dos nervos cranianos, alterações musculares, como a miastenia gravis e oftalmopatia de Graves, além de traumatismo craniano, acidente vascular cerebral ou tumores cerebrais. Outros casos de visão dupla podem ser causados por estrabismos descompensados. Por isso, diante do sintoma de visão dupla, um neurologista e um oftalmologista especialista em estrabismo sempre devem ser procurados!

A duplicidade ocorre porque cada olho cria uma própria imagem do ambiente. O cérebro é responsável por juntar essas imagens e fundi-las em uma única. Se há qualquer alteração nos músculos oculares ou nos nervos que os controlam, a capacidade de fundir as imagens fica prejudicada e ocorre a visão dupla.

Descompensação de desvios oculares prévios (estrabismo), alterações auto-imunes na tireoide (doença de Graves), alterações vasculares (AVC ou aneurisma cerebral) e alterações neurológicas que levam ao enfraquecimento dos músculos, como a miastenia gravis, esclerose múltipla e traumatismos cranianos, estão entre as principais condições que levam à diplopia.

Como tratar a visão dupla?

Como há várias patologias associadas à diplopia, o tratamento varia e deve ser individualizado. Quando o aparecimento é súbito e relacionado à paralisia da musculatura extraocular, pode haver alguma recuperação espontânea nos primeiros meses. Se isso não ocorre dentro de 6 meses do episódio, óculos com prisma, exercícios ortópticos ou cirurgia de estrabismo são possibilidades terapêuticas.

Causas neurológicas ou auto-imunes, com a miastenia ou a doença de Graves podem necessitar de tratamento cirúrgico quando o quadro estiver estável. O importante é sempre o diagnóstico e acompanhamento precoces!

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Possui Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência médica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

Hospital de Olhos do Paraná
Rua Coronel Dulcídio, 199 - 1º andar
Batel, Curitiba, Paraná
CEP 80.420-170

INSCREVA-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER.

Powered by TNBstudio

Entre en contato