Volta às aulas: hora de um check up oftalmológico!

9 de Fevereiro de 2017
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Com a volta das atividades escolares, você já levou seu pequeno para uma consulta oftalmológica?

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia mostram que cerca de 10% das crianças abaixo dos 4 anos de idade precisam de óculos. Esse número sobe para 20% naquelas até 10 anos e 30% nos adolescentes. E o diagnóstico precoce é fundamental para uma boa evolução do tratamento. Alterações visuais podem prejudicar o rendimento escolar das crianças.

A escola é um local muito importante para a detecção de alterações na visão. Muitas vezes as próprias professoras notam dificuldade na criança, como dificuldade em enxergar, piscar em excesso, franzir a testa para ver o quadro, dor de cabeça no final do dia ou mesmo atraso no aprendizado.

Alguns sinais e sintomas podem ser um alerta para alterações visuais e podem ser observados pelos pais. Fique atento se seu filho:

  • cai ou esbarra nas coisas com muita frequência;
  • pisca muito;
  • não tem interesse por atividades que requeiram esforço visual (leitura, tablets, computadores…);
  • apresenta muita sensibilidade à claridade;
  • coça muito os olhos;
  • aproxima-se demais para assistir televisão;
  • queixa-se com frequência de dor de cabeça ou dor nos olhos;
  • entorta a cabeça para enxergar;
  • apresenta dificuldade no aprendizado e baixo rendimento na escola.

Esses sinais devem levar à suspeita de alguma alteração ocular. No entanto, na maioria das vezes, a criança não tem queixa alguma e é exatamente por isso que frisamos a importância de uma consulta de rotina com o oftalmopediatra já no primeiro ano de vida e no início das atividades escolares.

Quais são as principais alterações visuais em crianças?

Os principais problemas visuais são os erros refrativos: miopia, astigmatismo e hipermetropia; que são corrigidos com o uso de óculos. Em crianças SEMPRE devemos dilatar as pupilas para avaliar o grau com precisão e avaliar o fundo de olho.

Outras alterações comuns são:

  • estrabismo: desvio dos olhos;
  • ambliopia: também conhecida como visão preguiçosa, muitas vezes requer tratamento com tampão ocular;
  • alergia ocular: se manifesta principalmente com vermelhidão e coceira nos olhos.

 

Diversas outras alterações podem estar presentes e, como já dito anteriormente, muitas delas são assintomáticas. Por isso, procure sempre a opinião de um oftalmopediatra!

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Possui Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência médica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

Hospital de Olhos do Paraná
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