O que é ambliopia?

28 de abril de 2016
ambliopia

A ambliopia ou “olho preguiçoso” é a redução da visão que, em geral, não pode ser corrigida somente com uso dos óculos. Ela não deve ser confundida com o olho que desvia, que é chamado de estrabismo. Ambliopia trata-se de uma falha no desenvolvimento da acuidade visual por falta de estímulo adequado durante o período crítico do desenvolvimento visual (antes dos 8 anos de idade). Se essa falha não for corrigida durante a infância, a criança pode ter diminuição visual, perda da função de sensibilidade ao contraste, dificuldade de localização e distorções espaciais permanentes.

Há várias causas para a ambliopia, sendo o estrabismo (desvio do olho) e erros refrativos (miopia, astigmatismo ou hipermetropia) as principais.

  • Ambliopia por estrabismo: quando os olhos estão desalinhados e cada olho leva uma imagem diferente ao cérebro. Em crianças pequenas ocorre um mecanismo de defesa contra a visão dupla, e a imaturidade do sistema visual permite que o cérebro embace a visão do olho desviado, causando ambliopia. Quando surge em adultos, o estrabismo causa visão dupla (diplopia).
  • Ambliopia por erros refrativos: graus mais elevados ou diferenças de grau entre os dois olhos podem prejudicar a maturação visual na criança e, mesmo usando óculos, a visão pode não atingir o nível esperado.
  • Ambliopia por privação visual: é a visão preguiçosa por desuso que ocorre, por exemplo, em casos de catarata infantil, cicatrizes na córnea, ptose palpebral (pálpebra caída), tumores, etc.

Como tratar a ambliopia?

Primeiramente, a causa da ambliopia deve ser corrigida (estrabismo, óculos…). Na primeira década de vida, o sistema visual se encontra em desenvolvimento, sendo imaturo e plástico e estando susceptível aos efeitos dos estímulos visuais. O tratamento envolve tampar o “olho forte”, obrigando a criança a usar o “olho preguiçoso”.

A quantidade e a duração da oclusão vai depender da severidade e da causa da ambliopia. Quanto mais severa a perda visual, maior a quantidade de tempo necessária de tampão para restabelecer a visão. Pode-se ainda usar lentes e colírio de atropina para embaçar a visão do olho bom.

Quanto mais nova a criança, melhor é a resposta ao tratamento com oclusão. O sucesso do tratamento exige muita dedicação e motivação de todos os envolvidos, sendo o esforço da família e da criança determinantes na recuperação da acuidade visual.

Confira abaixo uma matéria que mostra a criatividade de um pai para transformar o período de oclusão em uma experiência divertida para sua filha.

https://estilo.catracalivre.com.br/comportamento/pai-decora-tapa-olho-da-filha-para-deixar-a-situacao-mais-confortavel/

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Possui Doutorado em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência médica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

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