O que é a obstrução de vias lacrimais?

27 de junho de 2016
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Em uma situação normal, a lágrima é produzida pelas glândulas lacrimais e drenada através de dois pequenos canais, que saem do canto do olho e vão até a cavidade nasal. Quando há alguma falha na abertura de uma pequena membrana (válvula de Hasner) no ducto nasolacrimal, a lágrima não consegue ser drenada, causando lacrimejamento, acúmulo de muco e, até mesmo, infecções de repetição.

Como se trata o excesso de lacrimejamento?

O oftalmologista pode recomendar:

  • Colírio ou pomada de antibiótico para tratar a infecção
  • Higienizar as pálpebras com água morna / soro fisiológico
  • Aplicar pressão (massagem) sobre o saco lacrimal

O objetivo da massagem é colocar pressão no saco lacrimal para romper a membrana no final da via lacrimal, ao nível do nariz. É mais fácil se você posicionar suas mãos em cada lado da face, com seu(s) dedo(s) indicador(es) na parte interna do olho, próximo(s) ao nariz, pressionando para dentro e para baixo por alguns segundos. Isso deve ser repetido diversas vezes ao dia.

O ducto lacrimal obstruído se abre espontaneamente entre 6 e 12 meses após o nascimento em mais de 90% das crianças. Nos casos em que o lacrimejamento persiste, um procedimento pode ser necessário para abrir a obstrução (sondagem).

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Como é realizada a sondagem?

A criança é sedada e uma haste de metal muito fina é colocada gentilmente no ducto lacrimal para abrir a obstrução. Realiza-se, então, uma irrigação para garantir que a via lacrimal esteja aberta. O procedimento não causa dor e apresenta poucos riscos.

Quais os riscos envolvidos na sondagem?

Como em qualquer procedimento cirúrgico, complicações podem ocorrer, incluindo:

  • infecção
  • sangramento
  • recorrência da obstrução

Em caso de recorrência da obstrução, obstruções mais severas ou crianças maiores (especialmente as maiores de 12 meses), pode-se optar pela sondagem seguida de intubação. Existem tipos diferentes de intubação de vias lacrimais, sendo que na menos traumática, um delicado tubo de silicone é deixado na via lacrimal após a sondagem para evitar uma eventual cicatrização que leve a nova obstrução. O tubo de silicone não é sentido e não incomoda a criança. Ele é retirado no próprio consultório, em geral 3 meses após o procedimento. A retirada é rápida, indolor e não requer anestesia.

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Atualmente é pós-graduanda de doutorado em Oftalmologia na Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência medica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

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