Conheça a catarata infantil

28 de abril de 2016
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Catarata é quando a lente do olho, chamada cristalino, encontra-se opaca. É uma alteração típica em pessoas idosas, no entanto, pode surgir em qualquer faixa etária. A catarata infantil é a forma mais grave desse fenômeno, pois pode comprometer o desenvolvimento normal da visão. Chama-se catarata congênita quando se percebe a alteração desde o nascimento.

Em crianças, a catarata pode apresentar diversas causas, tais como infecções intrauterinas, hereditárias, adquiridas (trauma, inflamações intraoculares, medicamentos, tumores, etc.) síndromes, malformações oculares associadas, erros inatos do metabolismo, ou não apresentar causa definida.

Ela pode ser detectada pela alteração do reflexo vermelho do olho (teste do olhinho). O teste do reflexo vermelho deve ser realizado pelo pediatra ainda na maternidade e em cada consulta de rotina da criança até os 3 anos de idade. Se alterado, o pediatra encaminha a criança ao oftalmologista para uma avaliação oftalmológica completa.

O que se pode observar durante o exame é:

  • leucocoria, que é uma alteração do reflexo vermelho (pupila branca), que pode, inclusive, ser observada em fotos com flash;
  • diminuição da acuidade visual;
  • estrabismo;
  • nistagmo (tremor dos olhos)

A avaliação e tratamento da catarata infantil é completamente diferente da do adulto. Ela pode ser parcial e não necessitar de cirurgia. Entretanto, se o eixo visual estiver comprometido, o tratamento cirúrgico deve ser efetuado o mais precocemente possível para garantir um bom desenvolvimento visual.

A catarata pode acometer um ou ambos os olhos e, quanto mais precoce o tratamento, melhor o prognóstico visual da criança.

A cirurgia de catarata na criança é mais complexa que a cirurgia no adulto. Além de necessitar de técnicas específicas, na criança ocorre uma reação inflamatória significativamente maior e, nas mais jovens, não é possível implantar uma lente ocular no mesmo ato cirúrgico. Geralmente a partir dos 18-24 meses já é possível o implante de lente intraocular.

Após a cirurgia, a criança é seguida de perto pelo oftalmopediatra, que vai acompanhar o desenvolvimento visual, prescrever óculos, acompanhar a pressão intraocular e manejar o esquema de oclusão ocular para garantir uma boa reabilitação visual.

Dra Dayane Issaho é oftalmologista pela Universidade Federal do Paraná. Fez especialização em Oftalmopediatria e Estrabismo na Universidade Federal de São Paulo e na University of Texas Southwestern em Dallas, EUA. Atualmente é pós-graduanda de doutorado em Oftalmologia na Universidade Federal de São Paulo. É preceptora do setor de estrabismo da Residência medica do Hospital de Olhos do Paraná. Possui ampla experiência no atendimento oftalmológico infantil e no tratamento clínico e cirúrgico do estrabismo.

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